Já não participo nessas incessantes e repetitivas conversas que nada detêm, se não a vã tentativa de tornarmos em cliché o destino de todo o nosso caos (ou do caos, porque se ele fosse nosso, não o seria).
O silencio cai hoje tão bem em mim, como caiam todas as palavras quando julgava que o mundo era feito para se falar.
Descobri, entretanto, por essa infinidade de vazios que já nada proveitoso se entende. Tudo são cordas que dão a egos que não prescindem de se afagarem (ou apagarem). E, se saltasse de corda em corda, estaria a (des)compor ruídos inflamáveis, que nada fazem se não desordenar um pouco mais.
De política já pouco entendo, de religião já não posso ouvir falar e de amor já poucos sabem escrever.
Já não participo dessas conversas sobre escrita (quase caí no erro de lhe chamar literatura), que tende a encher prateleiras de folhas que não sendo para ler, servem para alguém contar. E se de números não me apraz falar, fica-me apenas na ideia de que, hoje mais do que nunca, se as palavras fossem objeto de troca, a pobreza seria geral.
CONVERSATION
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