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Diários de Júpiter: Cartas

Não haviam cartas que aí chegassem.
Para as entregar, aproximei.
Caí. Deixei-me ficar.

Então fui. Ser do mundo.
De amarras apenas são feitos os cais.
Prender-me-ei a cada um deles nos infinitos.
Segundos do meu permanecer.

Onde for estar, serei.
Do pouco que for, darei.
De tudo o que tiver, soltarei.

Fui ser do mundo, porque é nele que, agora, estarei.
Desencontrado. Fragmentado.

Quando te entregar as cartas, recolher-me-ei.



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