Escrevi em cada traço do teu retrato,
porque cada linha morta nada dizia de ti.
Pintei de cor a sombra escura que carregava esse olhar que,
de nada dizer,
recitava versos.
Não quis o resto da tela,
fiz do teu rosto recorte que me corta a alma de tão ambíguo que consegue ser.
Porque não rimos só?
Trouxe a moldura de casa,
de vidro límpido e cristalino como merecias.
Mas não tinhas sido desenhado para estar entre vidro e madeira,
então deixei que esses traços encontrassem saída,
e por aí foste.
Foste ser o que quisesses,
e o que no teu rosto escrevi foi sendo levado com o vento.
Veio,
letra a letra,
ter a mim,
trazia uma mensagem tua que no meu rosto escrevi.
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