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Diários de Júpiter: O Mar

Virei-me de costas para o mar e assim fiquei.
Ao meu lado ninguém se sentou. Todos o queriam ver. Todos o queriam ser.
Eu virei-lhe as costas.
Virei-lhe as costas porque me diz, de tão grande que é, que me pode engolir a qualquer momento.
Então virei-lhe as costas e esperei.
Esperei que me engolisse, sem que o visse. Não queria sentir medo.
Não fui feito para o navegar.
Não fui feito para nele mergulhar.
Quis que me levasse com ele, afinal quão solitário deve ser o mar?


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